Li a redoma de vidro tem uns dois
meses e o meu objetivo era postar uma resenha assim que meu livro chegasse, (Li
em pdf e logo depois comprei a versão em inglês), para poder tirar uma foto pra
postar junto com a resenha, mas toda vez que eu sentava pra escrever, eu tinha
medo do que poderia sair. Para ficar claro, antes de ler o livro, eu assisti e
li muitas resenhas sobre, e tudo que falavam a respeito me chamava à atenção e
só me dava mais vontade de lê-lo. Foi tanta ansiedade que não aguentei esperar as
editoras brasileiras relançarem o livro em português e foi
então que baixei. Eu comecei esperando uma coisa totalmente diferente, de fato
poética, ou até mesmo interessante. Não quero julgar o que a escritora passou
no momento que ela escreveu o livro, já que alguns momentos do livro
aconteceram com ela, à autora, mas eu fiquei extremamente decepcionada com a
leitura, não que o livro seja ruim ou a escrita, longe disso. É que eu pensei
que o livro fosse mais triste, mais depressivo, quando na verdade não é. É a
historia de uma depressiva.
Fiz a leitura com intervalos de
uma semana, aproximadamente. Quando eu percebia que o livro estava me deixando
psicótica eu parava. Por mais que eu não consiga gostar da personagem
principal, a forma com que ela vai definhando, sucumbindo dentro da sua redoma
de vidro, pode fazer um estrago muito grande numa pessoa, principalmente se
estiver passando por um momento difícil. O qual era o meu caso.
O drama começa contando a
historia de uma jovem universitária, Esther Greenwood, que está de férias da
faculdade, mas fazendo um estágio numa reconhecida revista da época. Estágio
esse, que proporcionava para todas as participantes, desfrutar de festas e
banquetes luxuosos. Em meio a tantas festas e presentes havia muita inveja e
falsidade. E aos poucos, ou aos ‘muitos’, Esther vai perdendo a graça de fazer
coisas que a inspirava antes, perdendo o brilho e começa a aguçar um senso
critico que chega a ser insuportável as vezes.
Achei Esther extremamente chata, hipócrita,
nojenta, invejosa, egoísta... et cetera et cetera et cetera... Apesar de
reconhecer que quando uma pessoa está passando por um momento difícil ela tende
a ficar egoísta, eu não conseguia suportar a falta de ‘humanidade’ na garota. O
tempo todo cobiçando os olhares de todos os homens que flertavam com a “amiga”,
Doreen. De como ela não conseguia ser agradecida por favores, não obrigações,
para com ela. Do abandono com o namorado, Buddy Willard, por que ele estava doente. Enfim, são
enumeras as atitudes que me fizeram sentir raiva e nojo da protagonista. Mas
confesso que tem passagens do livro que nos deixa arrepiados de tanta crueldade
na realidade. O final do livro me deixou dividida, confesso ter ficado com um
pouquinho de raiva, mas acabei relevando. Afinal todos merecem uma segunda
chance.
A historia da personagem reflete
a realidade de vários adolescentes atualmente, pessoas que perdem a vontade de
viver, por medo, angústia e rejeição.
Espero que leiam o livro...
Por Táfnes Amaral

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