Conversando Com Mrs. Dalloway (Celia Blue Johnson)

A inspiração por trás dos grandes livros de todos os tempos.


 É apresentado nesse maravilhoso livro as histórias por trás de 50 clássicos. O que inspirou e fez cada uma ganhar corpo e tornar-se um sucesso da literatura. Autores como J.R.R. Tolkien, Gabriel García Márquez e Lewis Carroll tiveram inspiração em frases aleatórias, lugares ou fatos corriqueiros para compor verdadeiras obras-primas. Os clássicos da literatura universal tratam não só da crítica e pensamento da época em que foram escritos, mas da universalidade dos sentimentos humanos no decorrer do tempo, tornando-os imortais. Conhecer mais do processo criativo dos grandes escritores nos aproxima tanto dessas histórias como de nossas próprias vidas.






- Faz um ano que eu vi de relance este livro na livraria cultura e fiquei super curiosa para lê-lo, afinal que fã não quer saber o que de fato inspirou os autores a escreverem seus livros favoritos? Eu não comprei ele na época e me arrependi muito porque não consegui encontra-lo a venda na livrariadepois desse episódio e foi ai que eu decidi ler em ebook e apesar de ser uma experiência que eu tento evitar ela acabou valendo a pena pois o livro é muito legal, eu lia e ficava abismada em como coisas tão simples como frases ou doenças e até mesmo simples visões podem gerar algo primoroso. 

Um aviso importante é que os livros contidos nessa seleção são clássicos da literatura então não esperem ler algo sobre Harry Potter, Jogos Vorazes e esses livros novos do mercado, porém eu creio que vale muito a pena dar uma olhada mesmo se você caro leitor só gosta de livro YA, eu mesmo terminei ele com uma listinha de futuras leituras e com uma confirmação de como era difícil ser escritor naquela época. Eu sei que vocês pensam que é horrível lançar livro hoje em dia mas pensem bem, antes os escritores dormiam três horas por dia para poder escrever seus livros, eles mantinham rotinas de escrita, passavam fome para escrever então vocês podem perceber o quanto difícil era. Eu espero que vocês leiam e gostem tanto quando eu. 


A Lista dos livros

Anna Karenina | Leon Tolstói
A volta ao mundo em 80 dias | Júlio Verne
A ilha do tesouro | Robert Louis Stevenson
O som e a fúria | William Faulkner
O hobbit | J. R. R. Tolkien
A revolução dos bichos | George Orwell
O leão, a feiticeira e o guarda-roupa | C. S. Lewis
A teia de Charlotte | E. B. White
Ardil-22 | Joseph Heller
Cem anos de solidão | Gabriel García Márquez
Frankenstein | Mary Shelley
“Rip Van Winkle” | Washington Irving
Alice no País das Maravilhas | Lewis Carroll
O mágico de Oz | L. Frank Baum
A história do Pedro Coelho | Beatrix Potter
O vento nos salgueiros | Kenneth Grahame
O ursinho Pooh | A. A. Milne
O senhor das moscas | William Golding
Orgulho e preconceito | Jane Austen
“O corvo” | Edgar Allan Poe
As aventuras de Tom Sawyer | Mark Twain
Sherlock Holmes | Arthur Conan Doyle
Peter Pan | J. M. Barrie
O grande Gatsby | F. Scott Fitzgerald
Mrs. Dalloway | Virginia Woolf
O velho e o mar | Ernest Hemingway
Doutor Jivago | Boris Pasternak
Dom Quixote | Miguel de Cervantes
O conde de Monte Cristo | Alexandre Dumas
Crime e castigo | Fiodor Dostoiévsky
Almoço nu | William S. Burroughs
O sol é para todos | Harper Lee
A sangue frio | Truman Capote
Vidas sem rumo – The Outsiders | S. E. Hinton
Matadouro 5 | Kurt Vonnegut
Jane Eyre | Charlotte Brontë
Moby Dick | Herman Melville
Coração das trevas | Joseph Conrad
O chamado da floresta | Jack London
A montanha mágica | Thomas Mann
O pequeno príncipe | Antoine de Saint-Exupéry
On the road – Pé na estrada | Jack Kerouac
Anne de Green Gables | L. M. Montgomery
O fantasma da ópera | Gaston Leroux
Seara vermelha | Dashiell Hammett
E o vento levou | Margaret Mitchell
Ratos e homens | John Steinbeck
Cassino Royale | Ian Fleming
Um estranho no ninho | Ken Kesey
A redoma de vidro | Sylvia Plath




                                                                Por: Ivin Lais




A redoma de vidro (The bell jar) - Sylvia Plath

Li a redoma de vidro tem uns dois meses e o meu objetivo era postar uma resenha assim que meu livro chegasse, (Li em pdf e logo depois comprei a versão em inglês), para poder tirar uma foto pra postar junto com a resenha, mas toda vez que eu sentava pra escrever, eu tinha medo do que poderia sair. Para ficar claro, antes de ler o livro, eu assisti e li muitas resenhas sobre, e tudo que falavam a respeito me chamava à atenção e só me dava mais vontade de lê-lo. Foi tanta ansiedade que não aguentei esperar as editoras brasileiras relançarem o livro em português e foi então que baixei. Eu comecei esperando uma coisa totalmente diferente, de fato poética, ou até mesmo interessante. Não quero julgar o que a escritora passou no momento que ela escreveu o livro, já que alguns momentos do livro aconteceram com ela, à autora, mas eu fiquei extremamente decepcionada com a leitura, não que o livro seja ruim ou a escrita, longe disso. É que eu pensei que o livro fosse mais triste, mais depressivo, quando na verdade não é. É a historia de uma depressiva.
Fiz a leitura com intervalos de uma semana, aproximadamente. Quando eu percebia que o livro estava me deixando psicótica eu parava. Por mais que eu não consiga gostar da personagem principal, a forma com que ela vai definhando, sucumbindo dentro da sua redoma de vidro, pode fazer um estrago muito grande numa pessoa, principalmente se estiver passando por um momento difícil. O qual era o meu caso.
O drama começa contando a historia de uma jovem universitária, Esther Greenwood, que está de férias da faculdade, mas fazendo um estágio numa reconhecida revista da época. Estágio esse, que proporcionava para todas as participantes, desfrutar de festas e banquetes luxuosos. Em meio a tantas festas e presentes havia muita inveja e falsidade. E aos poucos, ou aos ‘muitos’, Esther vai perdendo a graça de fazer coisas que a inspirava antes, perdendo o brilho e começa a aguçar um senso critico que chega a ser insuportável as vezes.
Achei Esther extremamente chata, hipócrita, nojenta, invejosa, egoísta... et cetera et cetera et cetera... Apesar de reconhecer que quando uma pessoa está passando por um momento difícil ela tende a ficar egoísta, eu não conseguia suportar a falta de ‘humanidade’ na garota. O tempo todo cobiçando os olhares de todos os homens que flertavam com a “amiga”, Doreen. De como ela não conseguia ser agradecida por favores, não obrigações, para com ela. Do abandono com o namorado, Buddy Willard, por que ele estava doente. Enfim, são enumeras as atitudes que me fizeram sentir raiva e nojo da protagonista. Mas confesso que tem passagens do livro que nos deixa arrepiados de tanta crueldade na realidade. O final do livro me deixou dividida, confesso ter ficado com um pouquinho de raiva, mas acabei relevando. Afinal todos merecem uma segunda chance.
A historia da personagem reflete a realidade de vários adolescentes atualmente, pessoas que perdem a vontade de viver, por medo, angústia e rejeição.
Espero que leiam o livro...
Por Táfnes Amaral