Resenha - Bruxos e Bruxas (James Patterson)



Bruxos e Bruxas- James Patterson


Sinopse: Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo "Nova Ordem", que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?

Bruxos e Bruxas é um livro infanto-juvenil escrito pelo autor best-seller James Patterson, publicado pela editora Novo Conceito no Brasil e lançado em 2013. Tem como temática uma história que é uma mistura de distopia e fantasia que poderia até ter ficado legal se não fossem por alguns fatos que já, já serão mencionados.

            Primeiro: Não sei como esse autor virou best-seller com esse livro.

            Segundo: Não creio que estão querendo fazer um filme desse livro.

          A história é divida pelos pontos de vista dos dois irmãos Allgood, Whisty e With, que tem sua casa invadida no início da história, são sequestrados de seus pais e acusados de bruxaria pela Nova Ordem, um governo que se estabeleceu em nosso mundo nos anos futuros. A partir de então os dois irmãos são mantidos em cativeiro, e passam grande parte da história tentando combater as ameaças do Único Que É O Único (que maldito nome é esse?), o supremo comandante de tudo e é quem está tentando limpar o mundo da bruxaria proibindo tudo o que for possível em um estilo meio Umbridge.

            Inicialmente queria dizer que antes do livro ser lançado eu estava super empolgado para ele. Como Potterhead incondicional eu pirei ao ver aquela capa perfeita com um B em chamas e os contornos dos dois irmãos em fogo, uma coisa meio mística e aventureira. Porém quando ele foi lançado vi muitas críticas negativas, e decidi pegá-lo pra ler ainda mais para testar por conta própria. 

            A história poderia ser boa? Poderia. Se não fossem pelos pontos ruins que começam com a narrativa ruim e superficial. Tudo bem que é um livro infanto-juvenil (alguns se atrevem a chamá-lo de YA), mas isso não significa que a linguagem tem que ser tão infantil e com uma falsidade tão profunda. Havia momentos em que certas cenas pareciam tão forçadas e idiotas que dava um embrulho no estômago e me fazia perguntar “por que eu estou lendo isso?”. 

            Agora vamos aos personagens. Sem profundidade alguma. Primeiramente, irmãos Whisty e With têm respectivamente 14 e 17 anos, mas os dois pensam como se tivessem ambos 10 anos. Fiquei meio que com vontade de falar pessoalmente com o James Patterson, gritar na cara dele “querido, acorda! Adolescentes de 14 e 17 anos não pensam assim!”. Você já ouviu um adolescente de 17 anos xingar alguém de “careca boboca” ou “cara de ovo”? Pois bem, a linguagem deles é bem essa. Além disso, os dois não têm personalidades diferentes. Embora os capítulos alternem os pontos de vista, às vezes eu tinha que voltar para ver se estava lendo um capítulo da bruxa ou do bruxo, porque os irmãos tem a mesma personalidade. Fora os coadjuvantes, que parecem nem existir e estarem lá de enfeite.

            Uma coisa que achei super decepcionante também foi a questão da magia. Eles não são bem o que você imagina de bruxos e bruxas, porque nenhum deles faz uma magia realmente incrível durante todo o livro, resumindo-se meio que a truques que parecem coisa de circo como seu corpo pegar fogo ou transformar alguém em um animalzinho fofo, uma coisa meio fadas da Disney. 

            A única coisa que achei boa foi o plot do livro. A premissa distópica do Único Que É O Único tentando dominar o mundo e proibindo a magia, prendendo todos os menores de 18 anos era perfeita. Se o autor tivesse desenvolvido melhor tudo isso Bruxos e Bruxas teria sido um grande livro. Porém não foi bem o que aconteceu, e não gostei da obra.

            A série já tem ao todo quatro livros, sendo os outros O Dom (que eu soube que consegue ser pior que o primeiro), O Fogo e O Beijo. Não fiquei com vontade de ler nenhum dos outros quando terminei o primeiro, é uma série da qual já desisti. A única coisa que fiquei com pena sobre desistir da série é por causa das capas, pois parece meio injustiça elas serem tão bonitas para um conteúdo tão chato.

 

            Os direitos dos livros foram adquiridos para o cinema. Vendo o quanto de críticas negativas o livro tem, pelo menos em alguns cantos do mundo já que pelo menos nos E.U.A. eles são tão aclamados, fico com pena do estúdio que está achando que vai fazer de Bruxos e Bruxas uma saga cinematográfica de sucesso mundial.


Por Aurélio Nery

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